Emprego para quem fala Mandarim em empresa chinesa no Brasil

Maio 13, 2009 by inhsieh

A ZTE é uma multinacional chinesa que atua no segmento de telecom e está buscando 2 Analistas Administrativos que falem mandarim para o escritório de São Paulo.

Assistente Administrativo / Contratos
- irá atuar dando suporte à área, em rotinas administrativas em geral
- desejável superior completo
- mandarim fluente
- desejável inglês fluente

Interessados entrar em contato pelo email abaixo.

Viviane Castello Branco
Email: viviane.branco@ztebrasil.com.br

Emprego para quem fala Mandarim ENGENHEIRO DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Março 10, 2009 by inhsieh

Pessoal, mais uma oportunidade de trabalho para quem fala chinês.

ENGENHEIRO DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Posto de Orçamentos – Luanda, Angola

Multinacional formada por quadros angolanos, poloneses e brasileiros que atua no mercado de incorporação imobiliária contrata profissional para atuar como Engenheiro de Construção Civil em Postos de Orçamento em Luanda, Angola. O profissional deve ter formação superior em Engenharia Civil. É fundamental que tenha experiência relevante na área de construção civil, desejável na área de orçamentos. Requer-se também familiaridade com negociações com mercados internacionais, especialmente China, e adaptabilidade a outras culturas. Mandarim avançado é imprescindível, além de total disponibilidade para viagens à China para contatos com clientes.

O profissional atuará no Posto de orçamentos em Luanda, dando suporte ao departamento e terá grande exposição ao mercado chinês.

Aos interessados, encaminhar o currículo para clarissarezende@mbaempresarial.com.br ou entrar em contato com Clarissa Rezende pelo 5051-9684.

Bolsa para brasileiros (2009-2010)

Março 6, 2009 by rchia

Os brasileiros interessados em bolsas de estudo na China têm até 16 de março para se inscrever no programa do governo chinês para o período 2009-2010. São 16 bolsas integrais (mestrado e doutorado) e nove parciais (idioma). Informações aqui.

Tempo de viver

Fevereiro 15, 2009 by rchia

Depois de 14 anos, consegui parar para rever um filme que me apresentou à história chinesa e, de certa forma, à minha própria história. Tempo de viver (Huo zhe) acompanha a sofrida trajetória do casal Fugui e Jiazhen, da Guerra Civil aos primeiros anos depois da morte de Mao. O filme garantiu a seu diretor, Zhang Yimou – sim, o mesmo das cerimônias olímpicas -, dois anos de banimento do cinema chinês, em 1994. O governo, à época, viu na história uma crítica pesada à trajetória comunista do país. O verdadeiro espírito, porém, talvez se resuma às palavras do já idoso Fugui ao neto, que sonha um dia andar no lombo de um boi:

Você não vai andar num boi. Vai andar em trens e aviões. E a vida só vai melhorar.

Até qualquer dia.

Lula na China (em breve)

Janeiro 21, 2009 by rchia

Com a posse de Barack Obama nos EUA, os recentes desdobramentos do conflito em Gaza e o imbróglio da concessão de refúgio ao italiano Cesare Battisti, pouca gente notou a passagem pelo Brasil do ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi. Na segunda-feira, ele se encontrou com o colega brasileiro, Celso Amorim, e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além da habitual troca de cordialidades, com promessas de “mais esforços para melhorar a parceria estratégica entre os dois países”, ficou combinada uma nova visita de Lula à China, depois da rápida passagem por ocasião das Olimpíadas de Pequim.

Segundo o jornal Valor Econômico, Lula viajará “talvez em abril, acompanhado de uma comitiva de empresários, após uma série de encontros entre altos funcionários brasileiros e chineses”.

Barreiras de aço (II)

Janeiro 18, 2009 by rchia

Agora o fim da história (do Globo Online):

Baosteel desiste de projeto siderúrgico conjunto com a Vale no Espírito Santo

SÃO PAULO – A Vale comunicou, na tarde de sexta-feira, que “após intensas negociações e análise de alternativas” a empresa decidiu em conjunto com a chinesa Baosteel encerrar o projeto siderúrgico do Pólo de Anchieta (ES) e liquidar a Companhia Siderúrgica Vitória (CSV).

A mineradora brasileira recordou que a mudança de cenário criada pela crise econômica internacional levou a uma forte redução da produção global de aço, o que fez a Baosteel propor o cancelamento do plano de investimento.

O projeto para produção de 5 milhões de toneladas e placas voltadas à exportação era orçado em US$ 5 bilhões. As empresas negociaram uma parceria com o BNDES, mas o banco não chegou a financiar o projeto.

Além da instalação de uma nova siderúrgica, o projeto previa a construção de um porto e de um ferrovia (Litorânea Sul). A expectativa do governo de Minas Gerais era de que 15 mil empregos seriam criados durante as obras, entre diretos e indiretos. Segundo a Vale, a usina teria 3 mil empregados diretos na produção de placas quando estivesse em operação. O investimento marcaria a entrada da maior siderúrgica chinesa no Brasil e suas negociações chegaram a envolver o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu comunicado, a Vale lembrou que em 2005 outros tipo de dificuldade, como limitação ambiental, levaram ambas as companhias a desistirem de implantar outro projeto siderúrgico no Maranhão.

“A crise econômica global, que afetou a cadeia levando as siderúrgicas de todo o mundo a uma forte redução da produção de aço, bem como a mudança dos cenários para o próprio projeto da CSV, levaram a Baosteel a propor o cancelamento do projeto e a liquidação da Companhia Siderúrgica Vitória (CSV)”, informou a Vale em comunicado.

Em dezembro, a Baosteel havia dito que a construção do projeto no Espírito Santo poderia ser atrasada por pelo menos seis meses já que o governo havia pedido que a empresa mudasse o empreendimento para 80 quilômetros ao sul do local original devido a razões ambientais.

O chefe de projetos externos da Baosteel, Liu An, afirmou na época que a empresa estava em negociação com o governo.

Sob o cronograma original, a construção da planta deveria começar em setembro de 2009 e as obras levariam três anos para serem completadas.

Zeitgeist 2008

Dezembro 21, 2008 by rchia

O Google divulgou as listas de palavras e expressões mais procuradas por seus usuários em 2008. Confira abaixo as mais populares da China, que repetem em grande parte os sites mais visitados do país, e do Brasil.

China
1. Sina (portal)
2. NetEase (provedor)
3. Taobao (site de leilões)
4. Youku (site de vídeos)
5. Tudou (site de vídeos)
6. QQ (Messenger chinês)
7. Sohu (portal)
8. Thunder – Xunlei (P2P)
9. UUSee (TV P2P)
10. NBA

Brasil
1. Orkut
2. Jogos
3. Download
4. Fotos
5. Youtube
6. Vídeos
7. Músicas
8. Música
9. MSN
10. Globo

Barreiras de aço

Dezembro 2, 2008 by rchia

Do Estadão de hoje, coluna Direto da Fonte:

Depois de ter sido quase expulso do Maranhão, um projeto no valor de US$ 5 bilhões, parceria entre a chinesa Baosteel e a Vale, levou tranco de outro Estado. Desta vez, foi a Secretaria de Meio Ambiente do Espírito Santo que vetou a instalação do complexo de usina e porto em Anchieta, na semana passada. Motivo: ele não atenderia à legislação ambiental.

Com o mundo inteiro brigando por novos investimentos, a pergunta que não quer calar: por que será que Paulo Hartung – que criou um distrito industrial e desapropriou terreno para tanto – não pesquisou antes dentro do próprio Estado?

Dizem as línguas que os chineses, donos de 90% do projeto, já estão arrumando as malas rumo a outro país…

Arte chinesa no Masp

Novembro 18, 2008 by rchia

Demorou, mas finalmente a cultura chinesa começa a ganhar mais espaço no Brasil, talvez a reboque da força econômica do país. Agora é o Museu de Arte de São Paulo (Masp), com a exposição “Chineses: Construção-Desconstrução”, que traz esculturas, fotografias, pinturas e vídeos de 17 artistas contemporâneos. A lista inclui Chen Bo, Ai Weiwei, Wang Qinsong e Liu Ding. A exposição abre hoje, dia 19, e segue até 15 de fevereiro. Quem conferir, por favor, deixe um recado aqui no Arquivo.

“Empresário brasileiro desconhece a China”

Novembro 3, 2008 by rchia

As palavras são do novo embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugueney, em interessante entrevista ao Estado de S. Paulo. Confira uma parte abaixo:

Cláudia Trevisan, PEQUIM

A imposição de barreiras não é o caminho para defender a indústria brasileira da concorrência chinesa. Os fabricantes nacionais têm de se modernizar e, eventualmente, abandonar os setores nos quais o país asiático é muito competitivo, afirma o novo embaixador do Brasil em Pequim, Clodoaldo Hugueney, de 65 anos.

Na primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há um mês, o diplomata reconhece que falta agressividade na promoção comercial de produtos brasileiros na China, onde há um enorme mercado a ser explorado. Segundo ele, o desconhecimento leva muitos empresários brasileiros a concluírem, de maneira equivocada, que o país asiático só importa bens primários. “Na verdade, o que a China menos importa é matéria-prima. A maior parte das importações chinesas é de bens manufaturados. Do Brasil, não, mas da Ásia, da Europa, dos Estados Unidos”, disse Hugueney ao Estado.

Ex-embaixador do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) e com uma carreira de 45 anos no Itamaraty, o diplomata assumiu uma embaixada desfalcada e conta com apenas cinco diplomatas para cuidar da relação com o que hoje é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Apesar disso, se declara otimista e espera em breve recompor a lotação completa, de dez diplomatas, o que deixará a representação do Brasil na China de um tamanho comparável ao da Embaixada da Venezuela. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual é hoje a importância da China para a política externa brasileira?
A China hoje é uma potência global do ponto de vista econômico e tem uma influência crescente. A manutenção do crescimento na China é fundamental para preservar o crescimento no mundo porque as grandes economias desenvolvidas não vão crescer. Isso tem uma importância extraordinária para o Brasil, pela exportação do Brasil de produtos básicos, como minério de ferro, cujos preços vêm caindo. O que sustentará o mercado nos próximos anos é a demanda chinesa.

A importância da China se reflete na representação diplomática do Brasil em Pequim?
Nós temos com a China uma relação de grande importância. O presidente Lula esteve aqui várias vezes, e não só em Pequim, mas em outras cidades, temos contatos no mais alto nível. A China é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Mas há ainda um desconhecimento muito grande, tanto do Brasil na China como da China no Brasil, e a embaixada tem dimensões reduzidas no contexto do novo papel da China no mundo.

Quantas pessoas a embaixada tem hoje? Seu tamanho é comparável à de que outro país?
A embaixada hoje sou eu, o ministro-conselheiro e quatro diplomatas. O número de funcionários é um pouco inferior a 40. É comparável a de um país latino-americano pequeno ou médio. É um pouco menor que a Embaixada de Portugal aqui, entre os países europeus. Os países asiáticos têm representações muito maiores em Pequim. A Embaixada da Índia tem 20 diplomatas. A embaixada dos Estados Unidos tem 1.500 funcionários e a do Canadá, 320.

Quando se olha 2004, o ano da visita do presidente Lula à China e do presidente Hu Jintao ao Brasil, a impressão que se tem é que a importância que o Brasil dava à China era maior que dá hoje. O que aconteceu?
Não acho que isso corresponda à realidade. O Brasil dá uma grande importância à China. Mas há uma distância geográfica muito grande, a China tem uma prioridade para seu entorno regional e para seu relacionamento com os Estados Unidos. No ano que vem o presidente Lula vai visitar a China, haverá reunião da Cosban no Brasil e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, deverá ir à América Latina, incluindo o Brasil. Também teremos a visita do ministro Celso Amorim à China e a do chanceler chinês ao Brasil. Mas falta um programa de médio e longo prazos e o desenvolvimento de alguns novos projetos. Biocombustíveis é uma área em que o Brasil tem liderança mundial e na qual a China tem interesse. Nós poderemos desenvolver um diálogo sobre energia, meio ambiente e biocombustíveis. O Brasil também tem uma liderança mundial em matéria agrícola e um diálogo pode ser extremamente interessante.

Morde-e-assopra

Novembro 1, 2008 by rchia

Para tentar conquistar mais consumidores legais na China, a Microsoft iniciou um ação orquestrada, com medidas que irritaram e outras que agradaram aos chineses. No lado da repressão, a empresa começou a usar um recurso das versões XP e Vista do Windows para deixar, nas máquinas com cópias piratas do sistema operacional, a área de trabalho completamente preta. Tudo continua funcionando, mas o novo visual fica – e, mesmo quando retirado, retorna a cada 60 minutos. Os usuários de versões irregulares do Office também recebem avisos sobre a situação. No lado do afago, a Microsoft cedeu e, pela segunda vez este ano, reduziu drasticamente o preço do pacote de escritório. Agora o Office 2007 Home and Student custa 199 yuan (US$ 29), contra 1.450 yuan (US$ 212) cobrados até junho.

10 sites mais visitados da China

Outubro 26, 2008 by rchia

Como os “dez sites mais visitados do mundo” são, de longe, o tema mais procurado aqui no ArquivoChina, vamos dar uma olhada na lista dos dez sites mais visitados da China, também fornecida pela Alexa.

1. Baidu.com – o Google chinês
2. QQ.com – o Messenger chinês
3. Sina.com – portal
4. Google (China)
5. Taobao – o eBay chinês
6. 163.com – portal
7. Yahoo
8. Sohu.com – portal
9. Youku.com – o YouTube chinês
10. Google

Emprego / oportunidade de trabalho para quem fala Mandarim

Outubro 22, 2008 by inhsieh

Retirado do site da Michael Page, candidate-se aqui.

PROCUREMENT MANAGER

Região Sul, Indústria, 19/08/2008

Sobre nosso cliente
Nosso cliente é uma empresa multinacional de grande porte em fase de forte crescimento no Brasil e no Mundo.

Oferta:
Reportando-se ao Diretor de Supply Chain, suas principais responsabilidades serão:
- Prospecção e desenvolvimento de fornecedores nacionais e internacionais;
- Gerenciamento de todo o processo de compras, análise de propostas, negociações de prazo e fechamento de contratos nacionais e internacionais;
- Participação ativa no desenvolvimento de novos produtos, junto à Engenharia de Produto;
- Busca contínua por novos fornecedores, produtos e processos, visando redução de custo e ganhos de produtividade;
- Participação na avaliação e qualificação de fornecedores;
- Coordenação e implementação de estratégias de negociações e reduções de preços, bem como práticas e políticas globais da empresa;
- Gerenciamento de todas as atividades de aquisição de equipamentos, bens e serviços;
- Negociação de contratos, com respeito às regras e procedimentos do grupo, objetivando a otimização de prazos e custos e o atendimento aos padrões técnicos.

Perfil desejado
Buscamos candidatos formados preferencialmente em Engenharia, Administração de Empresas ou áreas correlatas, com experiência em cargos de compras estratégicas e desenvolvimento de fornecedores. Vivência em função gerencial, habilidade de negociação, atitude proativa e principalmente flexibilidade completam o perfil. Inglês fluente e experiência internacional são imprescindíveis. Mandarim será um diferencial.

Referência : PRDO60192

Emprego / Oportunidade de trabalho

Outubro 22, 2008 by inhsieh

Retirado do site da Michael Page, candidate-se aqui.

ADVOGADO CORPORATIVO

Manaus – AM, Informática Software, 23/07/2008

Sobre nosso cliente
Nosso cliente é uma multinacional líder do segmento de tecnologia, em importante momento de expansão.

Oferta:
Reportando-se ao Corporate General Counsel e ao Gerente de Planta, suas principais responsabilidades são:
- Prospecção dos riscos legais que afetam a empresa, com elaboração das ações a serem implementadas visando diminuí-los;
- Coordenação de todos os assuntos jurídicos das plantas de Manaus;
- Negociação, revisão e elaboração de contratos de diversos tipos;
- Consultoria jurídica nas principais operações e projetos da empresa, tendo seu foco em negociações;
- Acompanhamento de eventuais processos judiciais junto aos escritórios de advocacia terceirizados.

Perfil desejado
Buscamos um Advogado com vivência na área jurídica de empresas ou de escritórios de advocacia renomados, preferencialmente com forte vivência jurídica generalista. O candidato ideal deverá ter proatividade, dinamismo e perfil gerencial. É importante também trabalhar sob pressão, possuir bom relacionamento interpessoal, comprometimento e ser organizado. Inglês fluente é essencial. Mandarim será considerado um plus.

Referência : JLMO59053

Mico ideogramático

Outubro 8, 2008 by rchia

Da Folha de S. Paulo:

Moda do ideograma faz jovem tatuar símbolo errado
WILLIAN VIEIRA

“Tem saído muito amor e felicidade”, diz o tatuador, olhar sério, ao abrir seu catálogo de símbolos orientais em um estúdio da Galeria do Rock, no centro de São Paulo. Virou moda. Todo dia aparece quem queira “traduzir” de estados etéreos de espírito a nomes próprios por meio de ideogramas –só não sabem que os álbuns são improvisados a partir da internet, com desenhos sem sentido ou, no mínimo, inesperados.

“Olhei o livrinho, estava escrito “paz”. Tatuei e ficou bonito”, diz Leandro Djehdian, 25. “Mas aí procurei “paz” em outros lugares e não era igual.”

Dono de loja de produtos de R$ 1,99, ele mostrou o desenho aos chineses do ramo. “Aí eles disseram que era “ladrão”.” Pior foi quando viajou à China a trabalho: passou dias de calor e manga comprida. “Já pensou se um “china” me bate?”

Não bateram, mas ele se livrou do desenho. “Aquilo não era “paz” nem aqui nem na China”, ironiza Martin Tattoo, que fez o “cover” (tatuagem parar “cobrir outras que não agradaram o cliente”). Djehdian pagou R$ 50 pelo falso ideograma; e R$ 500 para escondê-lo.

“Não sei por que virou moda no Brasil”, diz a vice-diretora da escola Chinbra, Liang Yan. “Recebo todo dia e-mail querendo saber como se escreve nome com ideogramas.” Só que nomes ocidentais não têm símbolos em mandarim. A escrita sai por pronúncia aproximada. “Mas o ideograma tem significado. Como Marcelo: o primeiro sinal tem a pronúncia “ma”, “cavalo”. Então é perigoso”, afirma. “E eles fazem até de cabeça para baixo”, diz, rindo.

T.F. não riu. “Tatuei ou quis tatuar “paz”.” Ele descobriu o engano em casa, ao mostrar o desenho a um chinês pela internet. O professor de mandarim (que procurou depois) confirmou: os símbolos estavam trocados. “Mas vou tentar cobrir”, diz o rapaz; que, até lá, só terá “paz” na frente do espelho.

“Quando o cara não traz o papelzinho, a gente acha na internet”, diz a “body piercer” de um estúdio na Galeria do Rock – lugar com dezenas de tatuadores que, logo se vê, compartilham os álbuns de símbolos, burilados no Google.

Lá, a Folha achou três catálogos iguais – ou quase, porque um trazia os símbolos com correções a caneta. O ideograma para “gato”, por exemplo, virou “divertido”; e muitos outros tinham traços a mais e a menos.

“Hoje em dia, todo tatuador faz kanji [ideogramas japoneses]“, diz o tatuador Jefferson Vieira, que todo dia recebe até quatro pessoas atrás de ideogramas. “Mas se ele pede para tatuar o nome da mãe, eu convenço a fazer em português. Afinal, ele tem uma ligação com a língua materna.”

Outros não hesitam. “Para facilitar, usa o dimarca.com.br”, diz um tatuador da zona oeste. Lá há um tal “conversor de nomes” para japonês – mas claro que, no canto do estúdio, está o álbum – que, para o professor Diego Raigorodsky, era “um show de horror”. “O dragão parece rabiscado por uma criança, e o “longa vida” não existe.”

É ele quem indica o site hanzismatter.com, “dedicado ao uso incorreto de caracteres chineses na cultura ocidental”. Está lá a jovem que quis tatuar o nome do namorado, mas grafou “supermercado”. “Por isso digo para pesquisar”, diz Djehdian. Até porque, brinca a professora Yan: “Nunca vi tatuador em curso de mandarim”.

Cinema oriental

Setembro 24, 2008 by rchia

Quem estiver em São Paulo ou no Rio de Janeiro poderá conferir, até 5 de outubro, filmes pouco conhecidos de cineastas orientais. No ciclo “Oriente Desconhecido“, realizado pelo CCBB, China, Hong Kong e Taiwan serão representados pelos seguintes filmes:

Zui hao de shi guang (Three times), de Hou Hsiao Hsien (2005)
Xiao wu (Pickpocket), de Jia Zhang Ke (1997)
Ming ri tian ya (All tomorrow’s parties), de Yu Lik Wai (2003)
Shijie (The world), de Jia Zhang Ke (2004)
Qian xi man po (Millennium mambo), de Hou Hsiao Hsien (2001)
Tin seung yan gaan (Love will tear us apart), Yu Lik Wai (1999)

Serão exibidos, ainda, filmes da Tailândia e da Coréia do Sul.

Contagem regressiva

Julho 21, 2008 by rchia

Com as incontáveis cerimônias de passagem de tocha e um canal exclusivo da CCTV, a impressão era de que Pequim já vivia o clima olímpico havia muito tempo, mas só agora a cidade entra na reta final (ou inicial) dos Jogos. No domingo, começou o rodízio que bota metade dos carros de Pequim fora das ruas todos os dias, na esperança de melhorar a qualidade do ar na capital chinesa. Também no fim de semana, foram abertas duas novas linhas do superlotado metrô, até Bagou (linha 10) e o aeroporto, e foi iniciado o período de testes da vila olímpica. O governo lançou, ainda, o aguardado – e polêmico – guia de orientação para portadores de necessidades especiais. No visual das ruas, galhardetes para todos os lados, além de placas e decorações especiais, espalham os símbolos das Olimpíadas. Agora é só a bola rolar. Sim, a bola, já que as competições de futebol começam no dia 6, antes da abertura oficial, no dia 8.

Dica de transporte: para os brasileiros que vêm a Pequim, o transporte mais cômodo é o táxi, com bandeirada a 10 yuan e cada quilômetro rodado ou cinco minutos de trajeto a 2 yuan. O metrô foi ampliado especialmente para os Jogos, mas ainda é insuficiente diante das imensas proporções e dos 15 milhões de habitantes de Pequim. Para quem gosta de caminhar – nem sempre a estação fica perto do destino – ou de um aperto, porém, é uma opção barata (2 yuan) e razoavelmente eficaz. Os ônibus (tarifa mínima de 1 yuan), complicados e cheios, são um desafio, especialmente para quem não fala chinês. Na chegada de avião, a nova linha expressa de metrô (25 yuan) facilita a vida dos mais financeiramente contidos, mas a melhor escolha ainda é o motorista de praça. Em qualquer situação, ao pegar um táxi, lembre-se sempre: peça para o motorista ligar o taxímetro, anote o número do veículo e pegue o recibo (fa piao), para eventuais reclamações ou objetos perdidos.

Obs.: O WordPress é bloqueado aqui na China.

Beijing 2008: vacina contra febre amarela

Julho 11, 2008 by inhsieh

Esse assunto tem gerado certa confusão.

Recebemos de diferentes fontes a informação de que a vacina é obrigatória para entrar na China. O Comitê Olímpico Brasileiro e até a Anvisa publicaram notas sustentando a versão. Só que nunca ouvi falar antes nessa necessidade. Anos e anos, com parentes, amigos e pessoalmente indo àquele país e nunca ninguém teve que mostrar nenhum comprovante.

Como nosso grupo é grande, umas 90 pessoas, fui me certificar pra não movimentar a tropa à toa. Fui ontem ao consulado geral em SP e fui atendido pela Sra Wu que cuida de vistos. Muito gentilmente ela reforçou que não existe nenhuma exigência de vacina, para não se preocupar com isso.

Então, caso encerrado.