Barreiras de aço (II)

Agora o fim da história (do Globo Online):

Baosteel desiste de projeto siderúrgico conjunto com a Vale no Espírito Santo

SÃO PAULO – A Vale comunicou, na tarde de sexta-feira, que “após intensas negociações e análise de alternativas” a empresa decidiu em conjunto com a chinesa Baosteel encerrar o projeto siderúrgico do Pólo de Anchieta (ES) e liquidar a Companhia Siderúrgica Vitória (CSV).

A mineradora brasileira recordou que a mudança de cenário criada pela crise econômica internacional levou a uma forte redução da produção global de aço, o que fez a Baosteel propor o cancelamento do plano de investimento.

O projeto para produção de 5 milhões de toneladas e placas voltadas à exportação era orçado em US$ 5 bilhões. As empresas negociaram uma parceria com o BNDES, mas o banco não chegou a financiar o projeto.

Além da instalação de uma nova siderúrgica, o projeto previa a construção de um porto e de um ferrovia (Litorânea Sul). A expectativa do governo de Minas Gerais era de que 15 mil empregos seriam criados durante as obras, entre diretos e indiretos. Segundo a Vale, a usina teria 3 mil empregados diretos na produção de placas quando estivesse em operação. O investimento marcaria a entrada da maior siderúrgica chinesa no Brasil e suas negociações chegaram a envolver o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu comunicado, a Vale lembrou que em 2005 outros tipo de dificuldade, como limitação ambiental, levaram ambas as companhias a desistirem de implantar outro projeto siderúrgico no Maranhão.

“A crise econômica global, que afetou a cadeia levando as siderúrgicas de todo o mundo a uma forte redução da produção de aço, bem como a mudança dos cenários para o próprio projeto da CSV, levaram a Baosteel a propor o cancelamento do projeto e a liquidação da Companhia Siderúrgica Vitória (CSV)”, informou a Vale em comunicado.

Em dezembro, a Baosteel havia dito que a construção do projeto no Espírito Santo poderia ser atrasada por pelo menos seis meses já que o governo havia pedido que a empresa mudasse o empreendimento para 80 quilômetros ao sul do local original devido a razões ambientais.

O chefe de projetos externos da Baosteel, Liu An, afirmou na época que a empresa estava em negociação com o governo.

Sob o cronograma original, a construção da planta deveria começar em setembro de 2009 e as obras levariam três anos para serem completadas.

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