A questão do Tibete

A BBC publicou um interessante resumo, em forma de perguntas e respostas, sobre a situação no Tibete. Para quem não sabe, uma série de protestos começaram em Lhasa, capital da região, no último dia 10, e culminaram com um grande confronto, no dia 14. O governo chinês admite a morte de 16 manifestantes. Exilados tibetanos, porém, falam em pelo menos 80. A situação provocou protestos no mundo inteiro e resultou no bloqueio por parte da China de sites como o YouTube.

Uma palhinha do material da BBC:

Por que os protestos estão ocorrendo?

Essa é uma questão histórica. A China diz que o Tibete faz parte de seu território desde meados do século 13 e deverá ficar sob o comando de Pequim.

Muitos tibetanos, no entanto, têm uma outra visão da história. Eles afirmam que a região do Himalaia ficou independente durante vários séculos e que o domínio chinês nem sempre foi uma constante.

Entre 1911 e 1950, por exemplo, o Tibete manteve o status de país independente, até que Mao Tsé-tung comandou a Revolução Chinesa e chegou ao poder no país, em 1949.

Em 1963, ganhou status de Região Autônoma, e hoje conta com um governo apoiado pela China.

Em 1989, a causa da independência do Tibete ficou conhecida no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na praça da Paz Celestial.

Muitos tibetanos querem a independência de volta, e daí os protestos.

O que detonou os últimos protestos?

As manifestações começaram no dia 10 de março, exatamente 49 anos depois que os tibetanos encenaram um levante contra o poder chinês.

Houve demonstrações em vários países e monges do monastério de Drepung, nas cercanias da capital Lhasa, também aderiram ao movimento. Os protestos logo ganharam a adesão dos tibetanos.

Fatores econômicos também desempenham um papel importante. Muitos tibetanos dizem que um número crescente de imigrantes chineses da etnia majoritária han chegam à região e conseguem os melhores empregos.

Eles acreditam estar excluídos dos benefícios dos avanços econômicos desfrutados por outras províncias costeiras da China e dizem sofrer com os efeitos da crescente inflação no país.

O dois lados serão capazes de resolver as diferenças?

O governo chinês mantém pouco diálogo com o governo tibetano no exílio, com base na Índia. As negociações nunca avançaram e provavelmente não devem avançar no futuro – o abismo entre as duas partes é imenso.

A China diz que os tibetanos no exílio, liderados pelo Dalai Lama, só estão interessados em separar o Tibete da terra mãe. O Dalai Lama diz querer nada mais do que a autonomia da região.

7 opiniões sobre “A questão do Tibete”

  1. O Tibet foi invadido pela China e permanece sob ocupação chinesa há mais de 40 anos; ou seja os chineses não são os donos do Tibet, muito menos dos tibetanos.
    O líder político e espiritual do Tibet, o Dalai Lama, exilado de seu país, continua lutando – de forma puramente pacífica – para libertar sua nação do domínio chinês. Apesar da ocupação chinesa, o povo tibetano faz grandes sacrifícios para preservar sua cultura e religião.
    Não comungamos com aqueles que ferem os direitos dos cidadãos, os que perseguem e destroem a cidadania dos povos por eles oprimidos.
    Liberdade para o povo tibetano. Salve o Dalai Lama. Que ele possa voltar ao seu pais.

  2. ..quem estuda direito internacional logo se depara com uma máxima, sempre verdadeira em todos os tempos, “não há amizade entre Estados, há, tão somente, interesses”. Certamente não pretendem, os Imperialistas, com domicílio na ONU, pressionar os Chineses, a devolver o Tibete aos Tibetanos..

    Se os porcos chineses juntamente com seus clãs de países imperialistas, atualmente investidos de poder, quizessem resolver a questão no Tibete ja teriam o feito..

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