Crime da USP em filme

Do jornal O Globo:

Chineses que vivem no Brasil fazem filme sobre trágica morte de estudante em piscina da USP
Márcia Abos

SÃO PAULO – A trágica história do estudante Edison Hsueh, que aos 22 anos morreu afogado durante um trote na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), vai virar filme. Trata-se do primeiro projeto cinematográfico a ser produzido por chineses do Brasil, com um olho no mundo, pois será falado em mandarim e em português. A idéia é também mostrar como vivem os cerca de 200 mil imigrantes que cruzaram o oceano para morar aqui. Os atores, que em sua maioria devem falar os dois idiomas, estão sendo recrutados por meio de anúncios publicados num jornal que circula entre a colônia.

O idealizador do projeto – e roteirista – é o jornalista chinês Yuan Yiping, que vive há 15 anos em São Paulo. Ele também é editor-chefe de um jornal publicado em mandarim voltado aos imigrantes e seus descendentes. O roteiro do filme será baseado num dos mais tristes episódio vividos pela colônia chinesa em São Paulo.

Edison Hsueh foi vítima de um trote brutal de seus colegas veteranos. O jovem chinês, que não sabia nadar, foi empurrado na piscina da faculdade. Morreu afogado na tarde de 22 de fevereiro de 1999. Pouco mais de sete anos após a morte de Edison, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) trancou a ação penal contra os réus. Ninguém foi punido e o caso foi encerrado.

– Queremos mostrar como vivem os chineses no Brasil, especialmente os jovens, por meio da história de Edison – conta Yuan.

A trágica história do estudante revoltou a pacata e discreta comunidade chinesa que vive no Brasil, diz Fernando Ou, presidente da Associação Cultural Chinesa do Brasil e diretor de elenco do filme.

– Esperávamos que fossem descobertos os assassinos e que eles fossem punidos conforme a lei, o que não aconteceu.

Mas o filme não quer apenas enfatizar a revolta causada pela morte de Edison. Quer também mostrar como os chineses encontram seu lugar ao sol no Brasil, por meio de seus méritos e esforços, assim como o jovem estudante o fez, ingressando em um dos mais disputados vestibulares do país, com uma perspectiva de ter uma brilhante carreira.

– Queremos mostrar o que mudou depois da morte de Edison, com a adoção do trote solidário por muitas universidades – completou Yuan.

A idéia também é descolar dos chineses que vivem aqui a imagem de contrabandistas e camelôs. Muita gente associa os chineses à imagem de Law Kin Chong, chinês naturalizado brasileiro, que é apontado pela polícia como um dos maiores contrabandistas do país.

O elenco do filme ainda não está completo. O roteirista, junto com o diretor, Tony Lee, cineasta radicado no Brasil há 7 anos, formado pela Academia de Cinema de Pequim, estão em busca do protagonista.

A própria comunidade chinesa tem se mobilizado para financiar o filme, que também pleiteia patrocínio de empresas brasileiras que têm negócios com a China.

Uma opinião sobre “Crime da USP em filme”

  1. Necessito informaçoes em construçao de edificaçoes em terra batida, DVDs, fotos, livros etc sobre o assunto e ou pessoas com experiencia nesta execuçao. Informaçoes neste email ok
    É milenar o trabalho em terra na china não é….

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