Hong Kong contra as grávidas chinesas

Embora tenha sido oficialmente devolvida à China em 1997, Hong Kong ainda é muito diferente da parte continental do país, oferecendo melhores condições de educação e saúde aos seus moradores. Por isso, nos últimos anos, registrou-se uma invasão de grávidas vindas do continente para ter seus filhos no próspero arquipelago – e lhes garantir o direito de viver por lá. O número de crianças nascidas nestas circunstâncias chegou a 15 mil no ano passado.

Agora, Hong Kong decidiu frear essa migração natal. A partir de fevereiro, as chinesas do continente com sete meses ou mais de gestação deverão pagar o equivalente a US$ 5 mil para cobrir as despesas hospitalares, caso contrário serão impedidas de entrar na região semiautônoma.

A decisão provocou polêmica, com parte da classe política argumentando que Hong Kong precisa aumentar sua população, devido a um índice atual de apenas 0,9 criança por mulher, e outra parte preocupada com o impacto sobre os sistemas de saúde e de educação.

Detalhe: 2007 (que, na China, só começa em fevereiro) é particularmente preocupante por se tratar do Ano do Porco Dourado, considerado por tradição um bom momento para aumentar a família.

. Hong Kong Tries to Stop Mainlander Baby Boom (New York Times, em inglês, só para cadastrados)

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