Produtos chineses vs. brasileiros também na Argentina

A disputa dos nossos produtos com os chineses acontece não só no mercado local. As exportações do país asiático também estão tirando espaço dos brasileiros na Argentina.

A matéria da Folha de São Paulo relata alguns casos dramáticos. Em 2002, as bicicletas brasileiras representavam 79% do consumo argentino, contra 6% dos chineses. Em 2005, a proporção inverteu-se para 15% de bicicletas brasileiras e 52% chinesas. Em artigos de manganês (placas de identificação), a participação caiu de 100% há quatro anos para 3% atualmente, sendo que o restante é dos chineses.

Brasil perde espaço para produto chinês na Argentina (Folha de São Paulo): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0607200629.htm

06/07/2006 18:31 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Nova estratégia comercial chinesa para competir no mercado internacional

A matéria do Valor Econômico do post anterior menciona superficialmente uma nova estratégia do avanço chinês na economia global. Ainda pouco conhecida, mas, cada vez mais adotada e que pode ser mais “ameaçadora” do que tudo que aconteceu até agora: produção local com exportação de recursos humanos chineses. Obviamente existe o próprio fenômeno da imigração. A referência aqui é de uma “estratégia corporativa de massa”. Alguns exemplos para ilustrar.

Acho que já postei esta antes, mas, vale lembrar. A Itália é reconhecida como o centro mundial da moda, aliando design e qualidade. Nos últimos anos, cidades italianas começaram a receber uma grande onda chinesa de empresários do setor têxtil. Em uma delas, Como, cerca de 25% das fábricas têxteis são de proprietários de origem chinesa. Modus operandi: esses empresários asiáticos compram empresas italianas à beira da falência, importam mão-de-obra chinesa, contratam designers locais, fabricam com matéria-prima (chinesa) de qualidade e vendem/exportam a preços baixos com etiqueta Made In Italy. Vantagens: estão mais próximos do mercado consumidor, driblam problemas de imagem e barreiras comerciais aos produtos chineses e agregam valor ao produto final (ou seja, vendem mais caro).

Ainda sobre a exportação de trabalhadores chineses, lembro-me de um chinês a turismo no Brasil que conheci muitos anos atrás. Ele montou a filial mexicana de uma empresa chinesa e importou boa parte dos funcionários. As principais justificativas são: confiança (já trabalhavam para a empresa no país natal), dedicação/disciplina (natural da cultura, mas, intensificada por estar fora de casa), comunicação (para facilitar com os dirigentes chineses da empresa e para dificultar com os locais) e custo/produtividade (salários do nível mexicano, mas, com maior produtividade).

(Repost de um recente, o original sumiu)

06/07/2006 18:30 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Empresas brasileiras e a(na) China

Atualização sobre movimentos de empresas brasileiras com relação ao mercado e produtos chineses.

A brasileira EIF deverá voltar a montar locomotivas a partir de peças importadas da China. Um diretor da empresa afirma que as máquinas chinesas chegam a ser 30% mais baratas do que as importadas dos EUA. Uma estratégia que será adotada para amenizar a resistência das empresas brasileiras ao produto chinês é alugá-lo ao invés de vender. Ótima idéia, ainda mais para itens de alto valor agregado como locomotivas.

Enquanto isso, a siderúrgica brasileira Gerdau planeja e negocia a produção de aços especiais na China através de um parceiro ou sócio local. Um comentário importante de um diretor da empresa sobre o negócio: “a operação na China é “complexa” porque, além dos aspectos técnicos, envolve questões de “condução política” e de “construção de relacionamentos”.”

EIF planeja importar locomotivas novas da China a partir de 2008 (Valor Econômico): http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/EIF+planeja+importar+locomotivas+novas+da+China+a+partir+de+2008,,,51,3774566.html

Gerdau planeja produzir na China 1 milhão de toneladas (Valor Econômico): http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/Gerdau+planeja+produzir+na+China+1+milhao+de+toneladas,,,51,3774562.html

06/07/2006 17:20 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Celular via wi-fi em Taipei

Um consórcio de 10 empresas está empenhado em viabilizar e popularizar a telefonia celular via wi-fi na cidade de Taipei. Por usar a infra-estrutura de internet, o custo das ligações através desse sistema serão muito menores.

Os aparelhos funcionarão tanto na rede sem fio wifi quanto na telefonia celular normal. Eles já estão disponíveis e são usados na Ásia. A diferença é que nessa iniciativa o acesso ao wifi tem cobertura municipal ao invés de pontuais em hotspots.

Adicionalmente, essas empresas equiparão órgãos do governo e escolas com telefonia IP (voip) visando também a diminuição dos gastos em telecomunicações.

Taipei to embrace net phone (BBC News, em inglês, via www.GigaOm.com): http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/5153058.stm

04/07/2006 13:46 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Exportações chinesas de alto valor agregado crescem rapidamente

O perfil das exportações chinesas está mudando rapidamente, saindo dos manufaturados baratos para produtos de alto valor agregado.

Como o mercado internacional de itens de baixo valor já está saturado pela produção do próprio país, a China busca agora outros segmentos com grande potencial de crescimento. De acordo com relatório do Deutsche Bank, as vendas do país ao exterior de equipamentos de telecomunicações, auto-peças, software e naval cresceram entre 30% e 150%, desde 2005.

Com esse movimento, a competição também altera, passando a concorrer também com as indústrias de países desenvolvidos.

China’s higher-end exports grow rapidly (Financial Times, em inglês): http://www.ft.com/cms/s/55893542-0a86-11db-b595-0000779e2340.html

04/07/2006 09:42 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

China já é a 4a. Economia do Mundo

O Banco Mundial divulgou ranking que coloca a China na quarta posição, deixando o Reino Unido para trás. Nos três primeiros lugares continuam EUA, Japão e Alemanha.

China já é a 4ª economia do mundo (Valor Econômico): http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/Internacional/China+ja+e+a+4%c2%aa+economia+do+mundo,,,61,3773106.html

03/07/2006 09:28 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Circo Nacional da China.

Na outra vez vieram com o nome Circo Imperial da China.

Do Guia da Semana:

Circo Nacional da China
Com mais de dois mil anos de tradição, atração internacional mostra toda a magia circense no palco da Via Funchal

 

 

Após dois anos, o Circo Nacional da China e a Shenyang Acrobatic Troupe of China voltam ao Brasil para apresentar o mais novo espetáculo, Millenium. Em 35 anos, a trupe visitou inúmeros países e regiões, desempenhando um papel importante de divulgação da cultura chinesa para o resto do mundo.

As atrações aliam dança, movimentos acrobáticos, sonoridade percussiva e efeitos visuais. Alguns dos integrantes da companhia são bem jovens e ganharam os concursos mundiais de circo de Paris e Monte Carlo. São 65 integrantes e mais de 12 toneladas de equipamentos.

O elenco é composto por bailarinos, acrobatas e contorcionistas entre 13 e 20 anos, que apresentam performances impressionantes. Os acrobatas começam o treinamento aos cinco anos de idade e são escolhidos em audições em todo o país. Ginastas, bailarinos e esportistas são convidados a estudar, treinar e morar na escola mantida pelo circo, ausentando-se apenas na época do natal, quando visitam suas famílias. São, em média, 10 anos para que um novo acrobata saia da escola e entre no Circo Imperial.

O tour 2006 terá início no Brasil e seguirá para a Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Venezuela, Equador, Colômbia, Costa Rica, Salvador, Panamá e México.

03/07/2006 09:21 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Livros sobre negócios com a China

Alguns livros em português. Mais títulos em outro post.

. China: o Renascimento do Império CLAUDIA TREVISAN

. Negócios com a China: Desvendando os Segredos da Cultura e… TOM CHUNG

. China S.A. TED C. FISHMAN

03/07/2006 09:13 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Momento artístico

Via Virtual China. Do artista Li Wei Art:

29/06/2006 09:34 – publicado por IN Hsieh (inhsieh@gmail.com)

Um pouco sobre este que vos escreve

Link para meu perfil profissional no LinkedIN.

http://www.linkedin.com/in/inhsieh

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