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Enquanto isso, em Taiwan

Abril 25, 2008

Da Reuters, via Estadão.com.br:

XANGAI – Taiwan vai pressionar a China para ter vôos diretos entre as duas regiões e também permissão para que mais turistas chineses visitem a ilha assim que o presidente eleito Ma Ying-jeou assuma o poder no mês que vem, disse uma importante autoridade taiwanesa na quinta-feira.

Chiang Pin-Kung, nomeado chefe da Fundação de Câmbio da ilha, órgão quase oficial que lida com as negociações com a China, disse a um grupo de homens de negócios chineses que tais planos seriam uma forma de reanimar a economia de Taiwan.

“Acredito que isso daria um grande estímulo ao nosso consumo, que está estagnado há muito tempo”, disse Chiang, que está em Xangai para agradecer a executivos taiwaneses beaseados na China por terem votado em Ma, que apóia laços econômicos mais fortes com o país.

Esta é a primeira visita de uma autoridade taiwanesa à capital comercial da China desde que Ma, do Partido Nacionalista, foi eleito no mês passado.

A China reivindica a posse da ilha independente desde que forças nacionalistas derrotadas fugiram para lá, ao fim da guerra civil em 1949. O país promete recuperar Taiwan – se necessário, com o uso da força.

Vôos diretos entre Taiwan e China são proibidos por razões de segurança, exceto durante a alta temporada, o que obriga as pessoas a fazer paradas temporárias em Hong Kong ou Macau.

Os turistas chineses raramente vão a Taiwan devido ao medo de brechas de segurança e de ter de permanecer na ilha por mais tempo que o necessário.

Um pouco de história

Dezembro 17, 2007

Do jornal O Globo:

Amnésia pragmática faz China e Japão tentarem não lembrar Massacre de Nanquim
Gilberto Scofield Jr.

Quatro décadas de Guerra Fria e a distância entre a Europa — o palco de maior destaque da Segunda Guerra Mundial — e a Ásia podem ter conseguido afastar das populações dos países ocidentais os relatos e as imagens das atrocidades cometidas pelo Exército Imperial Japonês em seu projeto de expansão colonialista da Ásia, em especial o avanço lento e sangrento de 14 anos sobre a China (1931 a 1945).

Prova disso é que um dos momentos mais bárbaros da invasão completa 70 anos em 2007 ignorado por praticamente todo o mundo. Em 13 de dezembro de 1937, os japoneses entraram na antiga capital chinesa de Nanquim e, nos três meses que se seguiram, assassinaram civis (mulheres e crianças, inclusive) e soldados que se entregaram, numa proporção que varia de mais de 200 mil pessoas — segundo o veredito do Tribunal de Guerra de Tóquio, em 1948 — a mais de 300 mil, de acordo com pesquisas de historiadores chineses e americanos.

É o chamado “Estupro de Nanquim”, episódio controverso até hoje pela incapacidade japonesa de admitir o fato nestas proporções. Este ano, no entanto, documentaristas americanos, canadenses e chineses estão dispostos a não deixar a data redonda passar em branco — ainda que o governo da China não queira fazer estardalhaço sobre uma ferida ainda não cicatrizada entre japoneses e chineses, num momento em que os dois países tentam reatar sua esgarçada relação.

Esta semana estreou nos cinemas americanos o documentário “Nanking”, dirigido e roteirizado por Bill Guttentag e Dan Sturman, ganhador do prêmio de edição do Festival de Sundance deste ano. O filme, de 90 minutos, mostra como um grupo de estrangeiros que vivia em Nanquim na época da invasão conseguiu criar uma zona neutra de segurança que, a princípio, seria usada como abrigo de expatriados, mas que acabou funcionando como a única salvação (espécie de lista de Schindler asiática) para cerca de 250 mil chineses da região.

Alemão nazista abrigou chineses

Em “Nanking”, cartas de testemunhas do episódio são interpretadas por atores como Woody Harrelson, Mariel Hemingway, Stephen Dorff e Rosalind Chao, entre outros, além de serem exibidos depoimentos de sobreviventes da tragédia. O filme surgiu quando o então vice-presidente da AOL Ted Leonsis leu, em 2004, o obituário da historiadora Iris Chang, autora do livro mais popular sobre o episódio escrito até hoje: “O estupro de Nanquim: o holocausto esquecido da 2ª Guerra Mundial”.

— Há uma questão política e cultural por trás da ignorância dos países ocidentais sobre os horrores da guerra na Ásia — disse o diretor Dan Sturman. — A produção histórica e cultural na América e na Europa naturalmente se focou na guerra entre os dois continentes.

Nas palavras de Bill Guttentag, “é um história que comove qualquer audiência e que não pode ser esquecida, exatamente como o holocausto de judeus”.

Curiosamente, a figura mais importante da zona neutra foi um alemão nazista, John Rabe, então representante da empresa alemã Siemens na China. Ele usou sua casa como abrigo para mais de 650 refugiados chineses e liderou o grupo de 15 estrangeiros em Nanquim. Usando de seus contatos em Berlim, apelando para a aliança entre a Alemanha e o Japão e até pendurando no teto de sua casa uma enorme suástica pintada em tecido, Rabe conseguiu reduzir os assaltos dos soldados japoneses à zona neutra em busca de chineses refugiados e mulheres para serem usadas como escravas sexuais.

A Universidade de Nanquim iniciou ano passado as obras de reforma da casa de Rabe, transformada hoje numa espécie de memorial da resistência aos japoneses. O alemão escreveu ainda um diário das atrocidades que viu pelas ruas de Nanquim, mas o livro só foi publicado em 1997.

— A Guerra Fria que se seguiu à Segunda Guerra, além da orientação do governo comunista de superar Taiwan no reconhecimento mundial, inclusive com o desejo de receber apoio e investimento de um Japão em reconstrução na década de 50, enfraqueceram os esforços chineses para mostrar ao mundo o que ocorreu aqui — contou Rong Weimu, diretor do Instituto de História Moderna da Academia Chinesa de Ciências Sociais e editor-executivo do Jornal de Estudos sobre a Resistência da China na Guerra contra a Japão. — Na verdade, os próprios americanos só passaram a conhecer a história após a publicação, em 1997, do livro de Iris Chang, que virou best-seller.

De fato. E não foi por outro motivo que a produtora canadense Reel to Reel, em parceria com a Associação para o Conhecimento e a Preservação da História da Segunda Guerra na Ásia, lançou no dia 12 de novembro, em Toronto, o misto de documentário e drama “Iris Chang: o estupro de Nanquim”, que conta a história da pesquisadora sino-americana.

Filha de pais chineses que fugiram da China para os EUA após anos de guerra e revolução, Iris decidiu pesquisar a história do massacre justamente pela falta total de informações sobre o episódio, mesmo em clássicos como “Memórias da Segunda Guerra Mundial” (1959), do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, ou “A Segunda Guerra Mundial” (1975), do historiador Henri Michel. Sofrendo de problemas depressivos que, segundo o marido, Brett Douglas, pioraram após as pesquisas sobre o massacre, Iris Chang suicidou-se com um tiro em 2004.

O governo chinês responde errático ao aniversário do massacre. A poderosa Administração Estatal de Rádio, Filme e TV, que controla tudo o que os chineses vêem e ouvem no país, ainda não decidiu se o filme sobre Iris Chang será exibido nos cinemas chineses, mas autorizou sua exibição na reabertura do Salão Memorial das Vítimas do Massacre de Nanquim, quinta-feira passada, 13 de dezembro.

O documentário americano “Nanking” passou em julho em alguns poucos cinemas pelo país e foi logo retirado de exibição. Diferentemente do que ocorre com os blockbusters americanos, só agora, no fim do ano, o filme pode ser encontrado em cópias piratas nas lojas de DVDs.

— No dia 13, a rede estatal CCTV mostrou um documentário feito por seus próprios diretores sobre Nanquim — disse Rong Weimu. — E uma versão do livro de Iris Chang em japonês será publicada este ano no país pela primeira vez.

É difícil de acreditar nesta previsão. Guttentag e Struman afirmam que tiveram vários problemas na produção de “Nanking” no Japão:

— Dois produtores pediram demissão por se sentirem pressionados — disse Sturman. — Não há previsão de exibirmos o filme por lá.

Reação japonesa é ainda de negação

Até agora, a reação japonesa ao massacre é a da negação pura e simples, o que só faz irritar não apenas os chineses, mas todos os outros países asiáticos invadidos por suas forças imperiais. Em junho passado, por exemplo, 100 políticos do Partido Liberal Democrático (PLD), que hoje governa o Japão, afirmaram que, após consultas a documentos do governo da época da Segunda Guerra, chegaram à conclusão que “apenas” 20 mil pessoas morreram na invasão de Nanquim, a maioria soldados chineses que resistiram ao avanço das tropas japonesas.

— Chegamos à conclusão que as mortes em Nanquim foram mais ou menos as mesmas de uma batalha importante em qualquer enfrentamento normal naquela época — disse Nariaki Nakayama, chefe do grupo de parlamentares do PLD, que justificou o estudo por conta dos 70 anos do massacre de Nanquim “e da necessidade de se botar os fatos sobre perspectivas reais”. — Não queremos alimentar uma polêmica, mas apenas alcançar justiça.

Para justificar sua tese — alheia aos números do Tribunal de Guerra de Tóquio e ao fato de que o exército nacionalista chinês recuou e deixou Nanquim totalmente desprotegida —, Nariaki apresentou um desesperado documento, submetido à Liga das Nações pelo governo nacionalista chinês em 1938, pedindo a condenação do Japão pela morte de 20 mil no ataque à capital. O conciliador premiê japonês Yasuo Fukuda não comentou o assunto.

— Estamos absolutamente certos de que não houve massacre em Nanquim — afirmou outro parlamentar do PLD, Toru Toida.

Shanghai ou Xangai?

Maio 31, 2007

A pergunta equivale a questionar se é Brasil ou Brazil (Bender!!!). Independente de como é chamada, a cidade é um dos cartões postais da explosão da economia chinesa. (ainda) não a conheci pessoalmente, mas será por pouco tempo, pois todos os testemunhos a descrevem como imperdível.

O caderno de Turismo da Folha de São Paulo de hoje tem Xangai como tema de capa. Para acessar, é necessário ser assinante da FSP ou UOL, mas vale um pulo até a banca ou emprestar com o vizinho. Matéria da Claudia Trevisan, jornalista brasileira que conhece a China como poucos e autora do livro China: o Renascimento do Império.

Xangai, China

Economia cresce 9,6% anualmente

Progresso feérico deixa problemas

. Sol nasce bege na megalópole Xangai

Ida à China equivale a viajar na máquina do tempo para o futuro

. Noite no cartão-postal da cidade é marcada por luzes

. Chamariz de bares está nas varandas

. Cartões com endereços em chinês são vitais

. Túnel encena luta entre bem e mal

. Pato garante refeição acertada na mesa local

. Buda de jade de 1,95 m é principal atração de templo

. Gilberto Kassab ficaria horrorizado em Xangai

Imigrantes moldaram cidade que é parceira de São Paulo desde 1988

. Luta de calculadoras marca as compras nas lojas da cidade

Pacotes para Xangai

McDonald’s sim, Starbucks não

Janeiro 18, 2007

A abertura do primeiro McDonald’s na China, 15 anos atrás em Pequim, é até hoje um símbolo das mudanças políticas, econômicas e culturais no país. Bem, se para alguns naquele momento os chineses “venderam a alma ao diabo”, parece que tem gente querendo comprá-la de volta.

Segundo relatos de agências de notícias, os diretores da Cidade Proibida estariam propensos a fechar uma loja da rede Starbucks instalada no complexo em 2000, em resposta a uma campanha online. Um porta-voz informou que a decisão sairá até junho.

A campanha contra o Starbucks da Cidade Proibida foi iniciada no blog de um apresentador do canal estatal CCTV. Para Rui Chenggang, a presença da cafeteria “compromete o ar solene da Cidade Proibida e atropela a cultura chinesa”. Em resposta, a empresa declarou “apreciar a história e a cultura da Cidade Proibida” e disse “operar de uma maneira respeitosa e adequada ao ambiente”.

Novo Premiê japonês para China: vamos fazer as pazes?

Setembro 28, 2006

A péssima relação entre os dois países é histórica, por isso, é improvável que algo mude no curto prazo, mas, vamos torcer para que pelo menos não piore…

Eu estava na China em Abril do ano passado e vi diversas lojas de produtos japoneses mudando a fachada para não sofrer represália por causa da crise do material didático japonês que amenizava brigas históricas entre os dois países. Na ocasião, apontou-se inclusive que o Governo Chinês estaria apoiando secretamente as manifestações populares.

. Primiê japonês planeja reatar laços com China (Folha de S. Paulo)

Guerreiro de Xian alemão

Setembro 19, 2006

Momento bizzaro no ArquivoChina.

Um alemão disfarçou-se como uma das estátuas conhecidas como Guerreiros de Xian, mas a aventura não durou muito. Apesar de olhos pequenos e puxados, a segurança descobriu rapidamente o falso soldado.

Também conhecido como Guerreiros de Terracota, o exército data ao redor do ano 200 antes de Cristo, conta com mais de 8.000 peças, entre oficiais, soldados, cavalos, armas e carroças, e foi criado pelo Imperador Qin Shi Huang para guardar a sua tumba.

Em 2003, algumas peças foram apresentadas numa exposição em São Paulo que na época bateu o recorde de público.

. Alemão tenta fama disfarçado de guerreiro (G1)
. Soldados de barro, 2.220, virão de Xian a SP (Folha de São Paulo)

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Foto da coleção de guerreiros deste autor.

Mercado de turismo chinês

Agosto 10, 2006

Nesse mercado, Brasil e China vivem momentos muito parecidos. Bom, na verdade, estamos alguns anos à frente, mas, a oportunidade é semelhante.

A capa da Forbes Brasil que está nas bancas é sobre a agência de viagens brasilera CVC, líder absoluta do mercado com share de 60% dos pacotes vendidos no país. Algumas estratégias adotadas pelo dono da empresa brasileira Guilherme Paulus são bem semelhantes aos usados na China, entre eles expansão na classe média e viagens de grupo de funcionários de empresas.

No segmento internet, os dois países também tem seus destaques. No início do ano, o Submarino adquiriu a agência online TravelWeb para transformá-la no Submarino Viagens. Na China, o site Ctrip (Nasdaq: CTRP) abriu capital (IPO) em 2003 e atualmente está avaliado em US$ 1,4 bilhão.

Links:
. A Booming Travel Industry (Across the Pacific, em Inglês).

. Sonho de vendedor (Forbes Brasil).
. Submarino adquire site de viagens TravelWeb (IDGNow).

. Website SubmarinoViagens/TravelWeb.

. Perfil Ctrip (Yahoo!Finance, em inglês).

. Website Ctrip (Em Chinês Simplificado/Inglês).

Veja – Especial sobre a China

Agosto 9, 2006