Ele nasceu em Shandong, oficialmente em 1932; mudou-se para Hong Kong na juventude; casou-se; e veio para o Rio de Janeiro, em 1968. Passou muito tempo trabalhando em outros lugares, longe da família, para ajudar a criar os dois filhos. Aposentou-se, finalmente, no início de 2006. Porém, depois de uma vida de sacrifícios, resolveu que não receberia retribuição. Na semana passada, partiu.
Você talvez conheça uma história parecida. Mas esta, do Sr. Chia, é só minha. Se tomo seu tempo com ela, é apenas para prestar uma pequena homenagem a um homem que, tendo passado a maior parte da vida no Brasil, nasceu e morreu chinês – e mostrou, em 74 anos, o que há de melhor nessa herança.
No ano passado, fomos juntos à China, e, embora meu chinês fosse tão ruim quanto o português dele, gosto de acreditar que, enfim, pude entendê-lo plenamente. Aquela era sua vida. Mas, por mim, meu irmão e minha mãe, ele nunca voltou. Um dia voltaremos juntos.
Março 22, 2007 às 10:42 am |
O sobrenome Chia me lembra o médico manchú de Cisnes Selvagens. Nada a ver contigo, eu imagino, mas um belo caráter, sem dúvida.
Abril 18, 2007 às 5:42 pm |
[...] Fiz essa pergunta reflexiva duas vezes no mês passado. Uma, ao receber a notícia da morte do meu querido pai. Outra, ao voltar do Rio, dez dias depois, e encontrar meu carro arrombado. Confesso que deu [...]
Agosto 13, 2007 às 4:43 pm |
[...] também que meu pai partiu este ano sem conhecer a nova casa do filho. Ele, que, como eu, fazia jus ao trocadilho do [...]
Fevereiro 1, 2008 às 1:33 am |
[...] emoções, muitas relatadas aqui. A maior, porém, por anteceder este barraco, acabou relegada a outro espaço. Hoje aproveito a efeméride para preencher a lacuna. De todo modo, balanço por balanço, nada me [...]
Abril 15, 2008 às 11:06 pm |
Este post chamou minha atenção, pois meu pai, ano passado, ficou um mês na China. Ele também foi com um amigo chinês (que é meu amigo também), mas voltaram os dois. Meu pai ficou encantado com a China e também pretendo ir (assim que organizar minha vida e arrumar um trabalho que não seja escravo,
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